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Awkward...

Três momentos embaraçosos das nossas vidas:

- Um grupo de vinte pessoas canta os “parabéns” na festa de aniversário do senhor (fictício) João Azevedo. Quando chegam ao verso ‘para o menino tal’, ouve-se uma mistura atabalhoada de nomenclaturas, que vão do ‘para o senhor João’, ‘para o Azevedo’, ‘para o meu papá-á’ ou ainda, no caso das pessoas menos chegadas ao aniversariante, ‘para aquele senhor que foi meu companheiro de camarata no Ultramar’. E que tal passarmos a combinar a quem é que vamos desejar os parabéns, antes mesmo de começarmos a cantoria?

- Ocupamos a última cadeirinha disponível na sala de espera do centro de saúde. À medida que vão chegando utentes, o nosso cérebro faz a selecção automática de cedência de lugar através de um julgamento especulativo de idades. Eis que entra uma senhora de 50 anos (com aparência de 80) e nós hesitamos – levantamo-nos ou não? Gotas de suor escorrem pela testa. A senhora repara no nosso ‘vai, não vai’ e vira a cara, ofendida. Desculpe, tem razão, eu só queria ficar de pé nas próximas 2 horas.

- Passamos horas a conversar com um desconhecido. Reencontramo-lo por mero acaso e a so called chemistry lá aparece. ‘Podias ser a mulher da minha vida’, diz ele, seguido do previsível ‘tens que conhecer a minha namorada’ (porque Deus tem sentido de humor). E é aqui que vem o sorriso cúmplice de embaraço. Nós anuímos de volta, com quem diz: "Ainda bem que tens maturidade emocional para saber que o amor não é (só) deslumbramento nem fascinação, como cantava a Elis. É respeito, admiração e confiança". Mas, chiça, custa a disfarçar a saliva engasgada na faringe. Glup para o ego!

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