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Let's Get Out Of This Country!



Let's get out of this country
I admit I am bored of me! :)


FALTA UM MÊS PARA O CASAMENTO DA PRIMA!
(que por acaso é na Escócia, que por acaso é de onde são os Camera Obscura).

Conselhos de algibeira

Deixei o Rafa com um conselho para a vida: "Diverte-te muito e, quando estiveres com birra, dá um sorriso". O miúdo achou o recado divertido e disse que amanhã (em vocabulário infantil, significa “no futuro”) terei que brincar novamente com ele.
Os conselhos que deu de volta: a) imitar animais sempre que puder; b) brincar com paus no meio da rua; c) ter sempre chocolates por perto. O que, na linguagem dos adultos, se traduz por viver apaixonadamente e, se possível, lambuzado.

Nãããooo venhas tarde!

Era uma incontinente emocional que tinha fiado no Pingo Doce e vendia crédito no Banco dos Sentimentos.
Ass: a rainha do drama, também conhecida como “a das trombas de aço”.

[Só há uma coisa mais parva que a insónia. É a insónia ansiosa, quando se espera por alguém].

Fim de tarde 'tuguês

Bebi um refrescante capilé e provei um copinho de orchata no Príncipe Real, num dos 3 novos quiosques da Catarina Portas com coisas do antigamente. Meti-me num táxi mais o Dave e continuámos a temática castiça dessa noite, graças a um senhor taxista - nome de código, “O Trinta” - que falou ininterruptamente até chegarmos a Benfica. Entre dezenas de outras coisas despropositadas, “O Trinta” contou-nos que, lá na sua terra, o ajudante de médico dava pelo nome de “Seringas”, e que o seu pai, que iniciou carreira como motorista de autocarros na zona do Intendente, era conhecido como o “Rodas Altas” , por causa do tamanho dos pneus da sua viatura.

O porco e a paranóia

Estava bebericando o primeiro café da manhã quando um senhor muito apreciado naquele estabelecimento se chega ao balcão. A proprietária pergunta-lhe “então e o seu filho, tá bonzinho?”, ao que ele diz que sim, que está tudo bem, que o filho chegou da lua-de-mel no México e que está bem de saúde porque a gripe não chegou à zona do país onde ele estava.
Automaticamente, o meu subconsciente mandou-me encolher e sair de fininho do café, rezando para que ninguém me topasse, nem dissesse "'tás armada em porca”.

Ode aos amigos que vivem no Facebook e que só comunicam se lhes dermos o resultado dos testes “How Am I Going To Die?” ou “How Well do You Know Me?"

Ana Martins sente-se uma velha secundarizada pelas tecnologias, mas o Facebook causa-lhe claustrofobia.
Ana Martins tem saudades dos amigos na vida real.
Ana Martins porque a vida está lá fora.

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Pequenas vitórias do dia-a-dia

A carreira 746 tem agora um autocarro bem modernaço, a cheirar a novo, com altifalantes projectando a voz de uma senhora que anuncia todas as paragens vindouras nos altifalantes, qual GPS dos transportes públicos.
Mas há outra novidade ainda mais importante no 46, visto que é referente às cadeiras agrupadas em quatro (as mais detestadas pelos utentes, que tentam controlar os esgares de repúdio a cada esfreganço de joelhos com desconhecidos).
A grande inovação é que há um lugar mais alto do que todos os outros, bem por cima da roda do autocarro. É uma espécie de altar - um pequeno trono para o rei do autocarro - com vista privilegiada para a rua e para os restantes utentes da Carris. E assim começou este dia, comigo armada em senhora, no palanque do renovado 46.

Xôtor dojolhos

Até há bem pouco tempo, desde os cinco anos que frequentava o mesmo oftalmologista: um senhor muito selecto, que atende os pacientes numa zona muito selecta – porque, na minha infância, o Saldanha era o centro urbano mais sofisticado do mundo, com edifícios a cheirar a requinte e pessoas eloquentes lendo revistas estrangeiras na sala de espera do consultório.
A última vez que o vi, há coisa de três anos, o Sr. dos Óculos mantinha a mesma aparência jovem e bronzeada de há duas décadas, denunciando possíveis esticanços de pele. Maninha o mesmo ar pomposo, a mesma dicção cuidada e voz mais do que ensaiada com a rotina do costume: para baixo, para cima, para o lado esquerdo, para o lado direito, e depois “a primeira linha, a segunda linha” e por aí fora.
Ora, por muito que gostasse de rever esta personagem tão importante na minha infância, o xôtor não tem acordo com a Médis. E agora os oftalmologistas que tenho à escolha no guia da seguradora têm nomes como Dr. João Feijão ou Dr. José Carpinteiro. Ficarei melhor servida com o rapaz do pé de feijão ou com o pai de Jesus?

Episódios reais, porém bizarros - II

O peluche de gorila na paragem de autocarro de Campolide, sem ninguém por perto que reclamasse a sua pertença.



Cambalacho

Sonhei que ia ter um cão. Ia chamar-se Cãobalacho, derivado da novela “Cambalacho”. Isto foi durante o sono.